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Maranhão tem 57,6% dos pós-graduandos atendidos por bolsas, aponta ranking
Estado ocupa a quinta posição nacional e a terceira do Nordeste em indicador
Por CIDADE FM 91,1 Mhz - GRAJAÚ MA
Publicado em 16/09/2026 07:59
NOTÍCIA

O Maranhão ocupa a quinta posição no país em proporção de estudantes de mestrado e doutorado contemplados com bolsas. Segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2026, 57,6% dos pós-graduandos maranhenses recebem algum tipo de auxílio financeiro.

No recorte do Nordeste, o estado aparece em terceiro lugar, atrás de Alagoas e Sergipe. Alagoas lidera tanto a classificação regional quanto a nacional, com 68,7%, enquanto Sergipe registra 59,3%.

A lista dos cinco primeiros colocados do país é completada por Amazonas, com 63%, e Acre, com 61%. Os dados estão disponíveis na plataforma do Ranking de Competitividade dos Estados, publicada pelo Centro de Liderança Pública (CLP).

Indicador integra pilar de inovação

O indicador “Bolsa de Mestrado e Doutorado” compõe o pilar de inovação do levantamento. O cálculo relaciona o número de estudantes matriculados em programas de pós-graduação com a quantidade de beneficiários atendidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ou pelas fundações estaduais de amparo à pesquisa.

A edição de 2026 alterou parte da metodologia. As bolsas concedidas pelo CNPq passaram a ser computadas proporcionalmente ao número de meses em que permaneceram ativas, enquanto doutorandos no exterior foram retirados da conta.

Nos dados da Capes, o levantamento considerou apenas estudantes matriculados em cursos acadêmicos de mestrado e doutorado. Alunos já titulados e aqueles vinculados a mestrados profissionais ficaram fora do cálculo.

Fapema mantém 577 bolsistas

De janeiro a agosto de 2026, a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) manteve 577 bolsistas de pós-graduação: 406 no mestrado e 171 no doutorado.

O investimento informado para o pagamento desses benefícios no período foi de R$ 11,4 milhões.

Segundo o Painel de Controle – Mapa de Fomento em Ciência, Tecnologia e Inovação, do CNPq, o Maranhão também possui 99 bolsistas de mestrado e 48 de doutorado atendidos pelo conselho.

Já a Plataforma Sucupira, utilizada pela Capes para acompanhar a pós-graduação stricto sensu, registra 2.049 estudantes matriculados em cursos de mestrado e 976 em programas de doutorado no estado.

Os números de cada instituição possuem recortes e períodos próprios e, por isso, não devem ser somados diretamente para reproduzir o percentual apresentado pelo ranking.

Valores foram reajustados em 2026

As bolsas concedidas pela Fapema passaram por novo reajuste em janeiro deste ano. O benefício mensal de mestrado chegou a R$ 3.100, enquanto o de doutorado foi elevado para R$ 4 mil. A correção anterior havia ocorrido em 2023.

De acordo com o presidente da fundação, Nordman Wall, os valores e a simplificação dos procedimentos de solicitação contribuíram para ampliar o acesso aos programas.

“A Fapema também vem aprimorando seus procedimentos, como a modernização do sistema Patronage, que agora conta com funcionalidades ampliadas e melhor atendimento aos pesquisadores”, afirmou.

A plataforma é utilizada na submissão de propostas e documentos relacionados aos programas de fomento. A expectativa da fundação é facilitar o acesso de pesquisadores que vivem fora da capital.

Pós-graduação avança pelo interior

Outra frente de expansão está na oferta de cursos de pós-graduação no interior maranhense. Em agosto de 2025, foi implantado o doutorado em Biodiversidade, Ambiente e Saúde no campus da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) em Caxias.

O curso foi o primeiro programa de doutorado da instituição sediado fora de São Luís. A iniciativa busca ampliar a formação de pesquisadores e aproximar a produção científica das demandas ambientais, sociais e sanitárias de diferentes regiões do estado.

 

Apesar da posição alcançada pelo Maranhão no indicador de bolsas, a ampliação da pós-graduação depende também da oferta de cursos, da permanência dos estudantes e da capacidade das universidades de absorver pesquisadores e manter estruturas adequadas para o desenvolvimento científico.

 

 
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