A Polícia Federal cumpre na manhã de hoje mandados de busca e apreensão contra pessoas ligadas ao deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara dos Deputados.
A ação é a terceira fase da Operação Rent a Car, denominada Operação Galho Fraco 2.
Em dezembro do ano passado, o parlamentar foi alvo de busca por suspeita de desvios de valores da cota parlamentar.
Na ocasião, os agentes apreenderam cerca de R$ 430 mil em espécie em um apartamento de Sóstenes.
Horas após a operação, Sóstenes afirmou que os R$ 430 mil encontrados em sua casa eram oriundos da venda de um imóvel. Entretanto, não explicou por que recebeu dinheiro vivo pela venda e falou que seus advogados e o contador apresentariam as provas.
Na operação de hoje, são alvos um advogado e pessoas ligadas ao deputado que foram responsáveis por sacar o dinheiro apreendido e por tentar fraudar a investigação criando uma versão sobre a origem do dinheiro.
Pela tentativa de inventar uma explicação para o dinheiro, a PF investiga a possibilidade de fraude processual.
Além do dinheiro, a PF também apurou que o contrato apresentado para justificar o dinheiro não era verdadeiro.
Segundo a PF, o objetivo da nova fase da operação é "aprofundar investigações relacionadas à suposta prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização
"As investigações apontam indícios de possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas supostamente utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos", diz a PF.