Entre os diversos atos relacionados ao Dia do Trabalho – de orientação política mais à esquerda e mais à direita –, realizados na Grande São Paulo, nesta sexta-feira (1º/5), o que se percebeu foi um esvaziamento da data, tradicionalmente marcada por larga mobilização social, de ambos os lados – mesmo com pautas trabalhistas, como a discussão sobre o fim da escala 6×1, em voga no momento.
Diferentemente de outros anos, os atos de 2026 não contaram com a presença de figuras de projeção nacional, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) – pré-candidato à Presidência da República –, que optaram por não participar dos atos, além do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar.
Apesar disso, Lula e Flávio foram o centro de vários dos discursos promovidos nos atos, em um esboço do tom de campanha para as eleições presidenciais de outubro deste ano.
Evento com Haddad, Tebet e Marina
Um dos principais atos deste 1º de Maio foi promovido pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e pela Força Sindical no bairro da Liberdade, centro da capital, em vez da tradicional mobilização na Praça Heróis da FEB, zona norte da cidade.
No evento, estiveram presentes o pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT), as pré-candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), além do deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade). Em seus discursos, os políticos aproveitaram para engajar sindicalistas na defesa do presidente nas eleições deste ano.
“Vamos lutar pela jornada 5×2, pelas 40 horas semanais, e vamos juntos lutar na jornada 7×0 para reeleger o presidente Lula. Não vamos descansar enquanto não chegar em outubro com um horizonte pela frente que não seja o desastre que foi o governo anterior”, disse Haddad no auditório do sindicato, ao lado de Tebet e Marina. O local, com espaço para mais de 600 pessoas, não estava com sua capacidade máxima ocupada.